1 de jun de 2012

FRAGMENTO DE MARFIM


Manso pastor que sobrevive
delicadamente em seu posto
carregando no encosto
retalhos de ovelha.
Manso pastor que sobrevive
em marfim amarelado
ao jogo do pastoreado.
Teu rebanho abolido,
como tu, perdura
na lenta melancolia
de tua atenciosa figura
que resume no infinito
a treva de pastagens duras.


Rainer Maria Rilke
In: Jardins


31 de mai de 2012

PAULO LEMINSKI


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Flora Figueiredo




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Luiza Caetano



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30 de mai de 2012

MAR DESCONHECIDO



Sinto viver em mim um mar ignoto,
E ouço, nas horas calmas e serenas,
As águas que murmuram, como em prece,
Estranhas orações intraduzíveis.

Ouço também, do mar desconhecido,
Nos instantes inquietos e terríveis,
Dos ventos o guaiar desesperado
E os soluços das ondas agoniadas.

Sinto viver em mim um mar de sombras,
Mas tão rico de vida e de harmonias,
Que dele sei nascer a misteriosa

Música, que se espalha nos meus versos,
Essa música errante como os ventos,
Cujas asas no mar geram tormentas.


Augusto Frederico Schmidt
In ‘Um Século de Poesia’

29 de mai de 2012

O ÚLTIMO POEMA


Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação



Manuel Bandeira





28 de mai de 2012

MANOEL DE BARROS



"Seu rosto tinha um lado de ave.
Por isso ele podia conhecer todos os pássaros
do mundo pelo coração de seus cantos."

Manoel de Barros,
in Aprendimentos