1 de fev de 2012

varanda


varanda

do alto a chuva tênue
torna pleno
o silêncio da cidade

o corpo oscila
na noite breve vaga
nas vertentes dos rios

mãos mansas tateiam
nuances das ruínas fendas
da memória

do alto a chuva ainda
mais bela sussura
a inspiração das auroras

Adair Carvalhais Júnior

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