20 de jan de 2010

A la que va conmigo...



A la que va conmigo...

Iremos por la vida como dos pajarillos
que van en pos de rubias espigas, y hablaremos
de sutiles encantos y de goces supremos
con ingenuas palabras y diálogos sencillos.

Cambiaremos sonrisas con la hermana violeta
que atisba tras la verde y oscura celosía,
y aplaudiremos ambos la célica armonía
del amigo sinsonte que es músico y poeta.

Daremos a las nubes que circundan los flancos
de las altas montañas nuestro saludo atento,
y veremos cuál corren al impulso del viento
como un tropel medroso de corderillos blancos.

Oiremos cómo el bosque se puebla de rumores,
de misteriosos cantos y de voces extrañas;
y veremos cuál tejen las pacientes arañas
sus telas impalpables con los siete colores.

Iremos por la vida confundidos en ella,
sin nada que conturbe la silenciosa calma,
y el alma de las cosas será nuestra propia alma,
y nuestro propio salmo el salmo de la estrella.

Y un día, cuando el ojo penetrante e inquieto
sepa mirar muy hondo, y el anhelante oído
sepa escuchar las voces de los desconocido,
se abrirá a nuestras almas el profundo secreto.



Enrique González Martínez


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19 de jan de 2010

Prefácio de UMA FRESTA POÉTICA



Prefácio para o livro - UMA FRESTA POÉTICA,
(da poetisa REGINA HELENA)

Um livro desnudado em versos,
com lindas metáforas, fantasias tantas
que alindam o amor e acariciam a alma do leitor!

Uma fresta poética, lindo título do livro de poemas de Regina Helena Siqueira, uma mulher de coragem altaneira, cuja poesia invade-lhe a alma desde os mais verdes anos, embora ela não se desse conta dos muitos poemas que lhe enfeitaram a vida.

De braços com a ternura, no colo da emoção e na partilha de muitos poemas musicados para o seu bem-amado, que é um famoso e terno cantor, Regina foi deixando pelos caminhos os retalhos quentes desse carinho, desse convívio gostoso, que chega a sublimar-lhe o ser, ora auxiliando, torcendo, escrevendo e assistindo o sucesso do marido.

Embora não se rotule poeta, sua sensibilidade grita numa transcendência que cavalga no dorso da vida, dos amores, das idas e vindas, dos versos e reversos do imaginário fértil dos poetas. Seus poemas criam fantasias, ouriçam sentimentos, misturando-se às estrelas. Posso dizer que a poeta é uma ESTRELA. No seu versejar, diversifica, multiplica, planta anseios, recolhe dores e semeia esperanças, deixando jorrar a poesia que acalenta, cala e consola.

Regina Helena não se inaugura agora, apenas se desnuda, mostrando todo o potencial recluso em si. São poemas abrangentes, quentes, ouriçados, ternos, feito as flores multicores que passeiam pelos mais variados recantos da saudade, da solidão, das despedidas, dos amores perdidos, da natureza florida, das lembranças tantas de um passado distante.

Uma fresta poética é mesmo um raio de LUZ que ora se veste de céu, divaga pela dor, acordando madrugadas e encantando o leitor.

Parabéns, poeta, você faz a diferença!

Verão de 2009

Genaura Tormin
- Escritora -


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