7 de dez de 2009

Acalentar





Se não fosse a poesia - amiga e confidente a me escutar,
como agora, quando a noite cai,
e eu, aqui ,sozinha,
lembrando de ti,
me lamentando demais...

Se não fosse a poesia - fiel companheira a me escutar,
com certeza chegariam aos teus ouvidos,
os meus gritos de tristeza,
que me arremessam ao cais...

Um cais, sem navios, sem velas, sem ventos...
um cais só de murmúrios, das águas que vem e que vão,
num in incessar constante
molhando a areia,
me atirando ao chão...

Regina Azenha




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