12 de nov de 2009

OS AMIGOS, AO ENTARDECER



O tempo é breve e as afeiçoes são poucas.
Os cabelos já tomam a cor das despedidas.
Tantas, as viagens! Quantas, as partidas
para as paixões, as festas e navegações?
Fraternas mãos vieram e me cobriram
com cálidos lençóis.
E preparei anzóis
para pescar os salmões do amanhecer.
Um dia, com os amigos, acendi fogueiras.
Deitamo-nos na relva, de alma ainda inteira.
Ou fomos olhar os trens
que vinham dos verões.
Vezes houve em que rimos, quase alucinados.
Nem vimos os exílios, demorados.
E estivemos unidos em nossos corações.


Artur Eduardo Benevides
In: Elegia Setenta e Outros Poemas






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Um comentário:

  1. Hoje passando para ler este lindo poema e desejar um lindíssimo final de semana.

    Pensamos demasiadamente
    Sentimos muito pouco
    Necessitamos mais de humildade
    Que de máquinas.
    Mais de bondade e ternura
    Que de inteligência.
    Sem isso,
    A vida se tornará violenta e
    Tudo se perderá.
    (Charles Chaplin)

    Abraços com todo amor e carinho

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