18 de nov de 2009

O Amor Antigo


O amor antigo vive de si mesmo,
Não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
Mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
Feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
E por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
Aquilo que foi grande e deslumbrante,
O antigo amor, porém, nunca fenece
E a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
E resplandece no seu canto obscuro,
Tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade



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4 comentários:

  1. Maravilhoso blog...Maravilhoso Drumond.

    Agradeço o carinho e a visita de voces...Voltem sempre......Bom Diaaaaaa e Beijossssssssss

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  2. Linda tarde pra voces.......Beijos na alma

    Amo passar por aki..........Beijossssss

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  3. Ah, Drummond, como gosto de vc!
    E o tema do poema encanta o meu coração, postando-me de volta a um tempo longínquo, num passado distante que não volta mais.
    A poesia se enrosca nos versos do poema, num tipo de calafrio nostálgico de uma esperança gasta!
    Parabéns, Regina, pela partilha, pela sensibilidade ao escolher tão belo poema.
    E o blog de cara nova, sempre faceiro, rebolante, aconchegante.
    é mesmo uma artista das cores e das letras!
    Beijo grandão.
    Fica com Deus, garota!

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  4. maravilhosso tomare que voce fassa muitos e muitos poemas

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