6 de nov de 2009

Na noite cor de sono, cor de sonho



Na noite cor de sono, cor de sonho,
Fulgurando na treva, um raio

estronda,
Final do céu, divino mas medonho.
E uma mulher sem ter onde se esconda,
Os cabelos desfeitos, aparece
E em meus braços se atira. Então,

absorto,
Vi que o corpo, quando ama,

desfalece,
Vi que o rosto, ao beijar, parece

morto.
Como se o beijo os lábios lhe

torcesse,
A boca toma a forma de um sorriso
Que se contrai, como se o beijo

doesse.
Visões do amor, possuídas mas

incertas.
O corpo se entregou, mas indeciso,
E deixou-se cair de mãos abertas.

Dante Milano

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