6 de nov de 2009

Fogo e Serragem



Às vezes, sinto-me sem vontade
de tudo e de nada.
Amorfa,
moldo-me aos moldes
dos desejos alheios.
A dor, camuflada.
Os gemidos, sufocados.
Agonizo, molhada:
serragem
Às vezes,
embaixo de cinzas,
crepito, aqueço-me,
e em labaredas, refaço a luz
antiga,
subitamente.
Ardo,
em cadeia,
acendo tudo mais
que há por perto.
Incendeio, fogo em jogo
lúdico, atroz...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes


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2 comentários:

  1. Grata pela inclusão deste meu poema, que está na contracapa de meu primeiro livro-"Sombras feitas de Luz", Editora Plurarts.
    Gostei de encontrá-lo aqui, por acaso.
    Mande-me, por e-mail, um endereço postal, para que lhe envie o meu mais recente.
    Cordialmente, com parabéns pela divulgação de Poesia:
    Clevae Pessoa

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  2. Visite-me e a outros bardos, em

    http://poesiaemtodaparte.blogspot.com

    Cordialmente:
    Clevane

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