11 de nov de 2009

À espera


À espera

à poetisa sem nome

tantas novenas
cozidas em segredo
à noite

em silêncio,
aos poucos,
alinhavei com cuidado
singela trama
que me ligasse a ti.

Fios rubros,
espessos,
enfim te cobrem
e protegem.

Agora, fico só
a ensaiar
muda
as cantigas marinhas
que te trarão
de meu oceano profundo
a meu peito.

Jana Kirschner





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