6 de nov de 2009

ABEJA NEGRA



Más bien buscar hacia el cisne
Y los blasones cruzados son espadas
Un puñal como almohada
Una lágrima eterna sobre la frente
Bajo el alto tocado
El silencio entre las flores que hacen signos
A la puesta del sol
Una golondrina cayendo verticalmente en un lago
La torre y las cortes de amor
El mar que irrumpe con espuma en los labios
El horizonte regular de una vida bajo la lámpara
Apagadas todas las luces es posible
Escuchar gemir el ave nocturna
En su oído

César Moro
De "Le château de grisou"1939-1941





CÉSAR MORO

(1903-1956)

Nasceu em Lima (Peru, em 19 de agosto de 1903). Em 1923, mudou seu nome de Alfredo Quíspez Asín para César Moro. Em 1925, vai para a França com a intenção de estudar balé e divulgar seu trabalho de pintor. Naquele país, trava conhecimento com os surrealistas, principalmente Benjamín Péret, Paul Éluard e André Breton. Em 1933, volta ao Peru, mas vai para o México em 1938 como exilado político, já que publicara boletim clandestino em defesa da República Espanhola.

Em 1940, organiza com Wolfgang Paalen e André Bretón a Exposição Internacional do Surrealismo. Em 1948, regressa para o seu país, passando a dar aulas em diversas escolas.
André Coyné deu continuidade ao trabalho de organização, edição e divulgação de sua obra. Faleceu em 10 de janeiro de 1956 vítima de leucemia.

OBRA

Cartas (1939),
Lettre d'amour (1939),
El castillo de Grisú (1941),
Le château de grisou (1943),
L'ombre du paradisier et autres textes (1944),
Lettre d'amour (1944),
Trafalgar Square (1954),
Amour á mort (1957),
La tortuga ecuestre e
Los anteojos de azufre em 1958.

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