19 de jul de 2009

OUSADIA


Tela: John Atkinson

OUSADIA

Na ânsia de atingir o ignorado
Vai-se o tempo voraz, audacioso
Nas brumas de um enigma mergulhado
Não para de correr, misterioso.

Qual rio a transbordar agigantado
Investe sem cessar, tempestuoso,
Contra tudo que atira no passado
No mais terrível gesto, corajoso.

Com ele tudo passa: a dor, a vida
A alegria, o amor, as esperanças
No arrojo invulgar desta corrida.

Não olha para trás nem retrocede...
E vai deixando apenas as lembranças...
. . . Como quem parte que não se despede!

Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)

5 comentários:

  1. Esse poema é lindo minha cara, quando assinado por vc, nada ruim pode sair. Adorei também a nova cara do blog ficou lindo! Abraços!

    ResponderExcluir
  2. OI linda! Tudo bem,?
    Passei para avisar que tem selinho pra vc no meu blog, ficarei feliz se quiser pegar para qualquer um, ou até mesmo todos seus blogs!
    bjss

    ResponderExcluir
  3. Ei Flor!

    Blog MARA !

    Ameei o poema !
    Voc tem futuro !

    Xonaado ♥
    www.territorio-venanciosateolly.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Belo poema, parabéns!

    "Há trevas, atreva-se"

    Escrever é se atrever!

    abç
    Pobre Esponja

    ResponderExcluir
  5. Admiro quem tem a moral de escrever poesia..meu pai e meu avo mesmo tem muitos poemas escritos por eles e tudo..agora eu sou o patinho feio da familha HAEhuhAe
    bonito blog moca ;D

    ResponderExcluir